top of page

Cicatrizando

Convivendo com a Fibromialgia e problemas psicoemocionais.

Como disse Juvenal, o poeta romano: “Mens sana in corpore sano” (Mente sã em um corpo sã). Estou aqui buscando exatamente isso. O em busca da minha cura e cicatrizando.com é um veículo que encontrei para externar o que estou sentindo e vivendo. Além do desabafo que ajuda a aliviar, quero mostrar as(os) leitoras(es) que não estão sozinhas(os), sei que ninguém nos compreende, aqui podemos trocar experiências e ajudarmo-nos uma as outras (uns aos outros). Dedique alguns momentos para ler os meus posts e  compartilhar a sua história.

Buscar
  • Foto do escritorTiane d'Souz

Por favor, pare!


Mais um dia e a dor não vai embora, o sofrimento toma conta. Bate um vazio , desmotivação, desânimo… E tudo o que passei vem à tona, como se a pessoa voltasse a fazer e dizer tudo aquilo que feriu e machucou. Minha memória me transporta para aquele instante e toda dor dilacera meu ser e mergulho num mar de sofrimento, perco as força, choro e percebo que não quero mais lutar.

Mas não é lutar com ela , é comigo mesma, vencer essa dor. Sair do buraco negro que cair.

Só desejo deitar e não mais acordar. Percebo que essas pessoas que me machucaram tanto, que eles e o mundo não mudaram e não mudarão, eu preciso ser forte, outrossim, estou exaurida, eles são criaturas parasitas, não tem vida própria e estranham a vida alheia, vampiros sugadores da força vital. Estragaram suas próprias vidas e não querem que ninguém consiga vencer e ser feliz.

Eu também percebi que, assim como eles se moldaram por tudo que sofreram (já contaram algumas coisas que passaram, meio que sem querer). Eu posso ficar como eles são e aconteceu de agir assim também em algum momento. E não quero ficar como eles.

Para não ficar, eu tentei sempre me reconstruir, nesse processo me quebrei tanto para refazer que exauriu minha força vital.

É muita fé e amor a meus filhos e marido que ainda me prendem. Se não tivessem essas amarras, já teria me desprendido, não que sejam prisões, meu alicerce forte.

Colunas que me sustentam, me elevam.

Estou me sentindo num misto de vazio e dor/sofrimento. Cair no buraco que enterrei toda dor e sofrimento de todos, por todos esses anos, pensei estarem mortos e enterrados. Agora que cair neles vi que são zumbis querendo que consumir. Pedir minhas unhas e os dedos estão esfolados de tentar me segurar e sair deste buraco, porém esses fantasmas estão me prendendo e puxando para o fundo. Eu só quero que isso pare, por favor!

Tiane d’Souz


12 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Kommentit


bottom of page