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Cicatrizando

Convivendo com a Fibromialgia e problemas psicoemocionais.

Como disse Juvenal, o poeta romano: “Mens sana in corpore sano” (Mente sã em um corpo sã). Estou aqui buscando exatamente isso. O em busca da minha cura e cicatrizando.com é um veículo que encontrei para externar o que estou sentindo e vivendo. Além do desabafo que ajuda a aliviar, quero mostrar as(os) leitoras(es) que não estão sozinhas(os), sei que ninguém nos compreende, aqui podemos trocar experiências e ajudarmo-nos uma as outras (uns aos outros). Dedique alguns momentos para ler os meus posts e  compartilhar a sua história.

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  • Foto do escritorTiane d'Souz

Desatando as mãos!

DEIXEI DE SER AGENTE PASSIVO E MUDEI MINHA VIDA.

Sabe aquele aflição por você saber o que tem que ser feito, o prazo está acabando, teus esforços esforços são minimizado, menosprezados e ignorados, e para piorar não depende apenas de você. Na realidade quem tem o poder de mudar o que precisa é justamente quem pouco se importa. Alguém já passou por isso? Já se sentiu com as mãos atadas?

Como cantado pela saudosa Rita Lee, Um belo dia resolvi mudar e fazer tudo que eu queria fazer. Me libertei daquela vida vulga, que eu vivia junto à você! Comecei a me questionar, quando foi que eu me acomodei de tal forma que deixei de ser o agente ativo da minha vida e permitir que atassem minhas mãos?

Simplesmente enlouqueci de vez, pulando de cabeça naquele poço sem fundo que eu estava saindo. Aa simples ideia de não poder mudar sozinha e me sentir presa, amarrada e com cabresto, honestamente deu um curto-circuito em mim. 1º por não conseguir fazer o que era essencial e previamente acordado. 2º e o mais difícil foi, me encarar no espelho e saber que dei esse poder de ser tratada assim. EU PAREI DE COLOCAR LIMITES, quando não fazemos, as pessoas avançam até consumir tua áurea. 3º enxergar que quem declara te amar, não estava realmente se preocupando contigo. É sempre a mesma desculpa: já já em faço amor, ou, não se preocupe amanhã faço sem falto.

Sei que errei, mas minha primeira reação foi um misto de ansiedade e depressão. E agora? O que eu faço com tudo isso? Depois de me culpar bastante e autoflagelação, dias passaram, tornaram-se semanas, meses e o único pensamento compulsivo e persistente era o pior possível. A decisão mais difícil, porém em teoria, a solução mais rápida e "fácil" para acabar com toda aquela dor, desespero e o vazio. Ah o vazio. esse talvez seja o pior a sentir, Me arrisco em escrever que é pior a culpabilidade, ela você ainda vê o que foi, apesar de se culpa, pensa se possível corrigir e como. O Vazio este é mortal. você já não sente NADA, não esperança , não se motiva, apenas ACABOU. E tua mente literalmente torna-se um buraco negro, sujando tudo de ti, inclusive tua luz, força, motivação, objetivos e tudo o mais. SÓ TEM O VAZIO E TREVAS.

Amo muito minha terapeuta, ela não desistiu de mim, até eu j´´a tinha desistido, mas ela enxergava minha luz, tentou de todas as formas, quando me perguntou: Ok, tudo deu errado e saiu do controle, mas O QUE VOCÊ ESTAR FAZENDO PARA MUDAR A SITUAÇÃO? Confesso que nada me preparou para isso. Percebi que realmente eu me fechei, fiquei no meu ostracismo, martírio, me maldizendo, todavia, não estava fazendo absolutamente nada para muda, apenas fiquei naquela situação confortável de: FIZ TUDO QUE ESTAVA AO MEU ALCANCE E ME VITIMIZEI.

Nesta introspecção, eu percebi o pior erro, DESISTIR de lutar.

DESATANDO MINHAS MÃOS, e comecei do zero, voltei nos meus afazeres e busca pelo resultado que eu queria, precisava e era vital como primeiros passos para minha cura. Sair de perto de quem me fazia mal.

Apesar de ainda me isolar para não ter muito contato com essas pessoas, não desistir de minha busca. Recuperei minha força, bati meu pé com firmeza e declarei, será assim, ou apresente soluções melhores realmente viáveis para nossa possibilidade atual.

Bem, foi inegável que estava com o melhor plano medindo todos os custos e benefícios.

A paz, não foi imediata, nunca é, No entanto, já tínhamos um plano, metas e as etapas. Se eu não tivesse quebrado minhas correntes, agora não estava mais aqui para escrever e compartilhar essa experiência com ninguém.

Por mais que doa, que seja trabalhoso, desafiador (...), não devemos entregar nem o controle de nossas vidas, nem acreditar que estamos fadados ao fracasso.

Hoje, não só consegui o que quando estava cavando minha própria cova, com consegui melhorias, dentre tantas coisas boas que vieram, apenas DECIDI GIRAR A CHAVE E TER NOVAMENTE O CONTROLE DE MINHA VIDA, como nunca deveria ter saído de minhas mãos.

Toda luta, nunca é fácil, indolor, simples e/ou trarão novas feridas ou cicatrizes, porém, SEMPRE SERÁ MELHOR QUE DESISTIR. O NÃO É CERTO, DEVEMOS GRANJEAR O SIM.

Foram muitas lutas, por isso estive por tanto tempo fora, Me esforçarei para compartilhar cada sucesso, fracassos, sacodir de poeira e levantar para um recomeço.

Tiane d'Souz

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