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Cicatrizando

Convivendo com a Fibromialgia e problemas psicoemocionais.

Como disse Juvenal, o poeta romano: “Mens sana in corpore sano” (Mente sã em um corpo sã). Estou aqui buscando exatamente isso. O em busca da minha cura e cicatrizando.com é um veículo que encontrei para externar o que estou sentindo e vivendo. Além do desabafo que ajuda a aliviar, quero mostrar as(os) leitoras(es) que não estão sozinhas(os), sei que ninguém nos compreende, aqui podemos trocar experiências e ajudarmo-nos uma as outras (uns aos outros). Dedique alguns momentos para ler os meus posts e  compartilhar a sua história.

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  • Foto do escritorTiane d'Souz

Ciclo Vicioso

Atualizado: 11 de mai. de 2023


Você já se perguntou porquê você sabe que não deve fazer algo, que vai te prejudicar (saúde mental ou física, ou ainda abraçando um mundo de tarefas que é humanamente impossível) e mesmo assim insiste em fazer?

Eu sempre me pergunto, obviamente após fazer e me dar mal, por quê? Pra que ? E/ou como ainda não aprendi e caí no mesmo esparro?

Pois é desse jeito que me sinto neste momento..

Como não consigo estabilizar meu sono, exaurida mentalmente, morrendo de sono, tomando os meus remédios, o corpo sentindo os efeitos da privação do sono, deprimindo o humor, ansiosa, querer comer o mundo de doces (fazendo um esforço imenso de autocontrole para não, até então estou conseguindo), dores por todo o corpo (até partes que eu nem sabia que existia, Kkk)... Enfim, mil coisas. Continuo sem conseguir dormir, termino me distraindo em milhões de pensamentos, com um bom livro, com jogos de lógica no celular, projetos, sonhos acordada, velando o sono da família, curtindo o silêncio e calmaria da noite, estudando ou pesquisando artigos científicos e curiosidades, quaisquer motivo e ao mesmo tempo nenhum.

É loucura, porém é a minha realidade, já me questionei inúmeras vezes se estou enlouquecendo ou se vale a pena continuar com os meus dias. Daí me lembro de tudo que vive, tudo que superei, todo sofrimento e tantas alegrias, minha família (meu esposo e filhos maravilhosos), meu lar, minha crença, tudo. Se Cristo não desistiu e sofreu tudo por amor a mim (e todos nós), como agora poderia simplesmente desistir? Como vou dizer a Ele que me acovardei? E o desespero dos que me amam com uma partida tão drástica?

Por tudo isso eu permaneço tentando e tentando, recomeçando quantas vezes for, enquanto ainda me resta sanidade mental me esforçarei.

FIBROMIALGIA NÃO TEM CURA, NO ENTANTO TEM CONTROLE. Anseio por ele a cada instante, luto contra o desânimo cada segundo de minha vida, batalha com os pensamentos negativos, duelo com a culpa.

A terapia está ajudando a me fortalecer naquilo que sei que necessito e nem sempre dou conta, me ensina a ressignificar experiências ruins e comemorar cada vitória (por menor que pareça, muitas são simples contudo significantes como resistir aos doces, outras gigantes como encarar temores).

Não sei porque tornou-se um ciclo essas atitudes e muito menos o que faz repetir-se. O que sei é que não posso renunciar a dádiva da vida, infelizmente não sou a única com estes problemas, e dou graças por ter uma rede de apoio. Agora, tenho vocês caros leitores e mais um motivo para persistir, alertando todos quanto possível que a dor é real, o sofrimento existe, que nos respeitem, bem como a você que sofre que não estás sozinha(o) e não é frescura. Não tenha vergonha e busque ajuda. Vamos juntas(os) eu busca de nossa cura.

Tiane d'Souz

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