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Cicatrizando

Convivendo com a Fibromialgia e problemas psicoemocionais.

Como disse Juvenal, o poeta romano: “Mens sana in corpore sano” (Mente sã em um corpo sã). Estou aqui buscando exatamente isso. O em busca da minha cura e cicatrizando.com é um veículo que encontrei para externar o que estou sentindo e vivendo. Além do desabafo que ajuda a aliviar, quero mostrar as(os) leitoras(es) que não estão sozinhas(os), sei que ninguém nos compreende, aqui podemos trocar experiências e ajudarmo-nos uma as outras (uns aos outros). Dedique alguns momentos para ler os meus posts e  compartilhar a sua história.

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  • Foto do escritorTiane d'Souz

Onde realmente estou útil ou inútil?


É talvez uma das piores co9isqas que acontecem com os fribromiálgicos, não saber onde realmente se classificam. Apesar de gerência minha casa e ser o equilíbrio da mesma, Já não tenho condições de cuidam plenamente como outrora já cuidei. nem trabalhar, fazer artesanatos, desenhar e até mesmo usam quaisquer coisas, vez que as dores são terríveis e incapacitantes. O pior é ouvir que é preguiça ou para chamar atenção. Me pergunto: QUEM QUER REALMENTE SER DIGNO DE PENA? Passo fácil, fácil este lugar pelo contrário, grande parte eu realizo o impossível por altruísmo ou burrice mesmo, não á toa que me encontro neste dilema justamente por isso, não apenas fazer minha parte, mas fazer também as dos outros e carregá-los nas costas.

Amo este um ano e oito meses de terapia com uma pessoa que é excelente profissional e humana ao mesmo tempo. Sei que devo focar no que ainda posso fazer e procurar novos talentos e dons, contudo, é que seu corpo não corresponde a comandos como andar, segurar o copa d'água. Cada pontada de dor que parece que estamos sofrendo daquele "vudu" cinematográfico, Com elas as quedas, perdas, prejuízos, vergonha, impotência, sentimentos diversos, todavia, nenhum positivo, deprimindo mais e mais, piorando os sintomas da fibro e repetindo-se mais e mais vezes, um ciclo destrutivo.

Tão devastador que chegamos a cavar nosso própria cova, e cada vez mais e mais fundo e não me orgulho disso os pensamentos autodestrutivos. Felizmente fracassei esses planos, não por medo de continuar, porem, aquela vozinha irritante da consciência lembrando-me que não é a solução e pior, meu espírito irá para sempre sabendo que morri sem lutar até o fim, aí sim confirmará a inutilidade.

Quero muito que meus relatos ajudem alguém que também está sentido algo parecido ou até mesmo igual, lembre-se de tua força, que mesmo com esse tsunami ainda estamos surfando nessa onda e podemos fazer várias manobras radicais.

Decidi ter esse site para que você não se sinta sozinha(o), somos muitas(os) travando nossas batalhas. Nunca se esqueça, NÃO É FRESCURA, IMPOTÊNCIA, INUTILIDADE... É TALVEZ UMA DAS DOENÇAS MAIS CRUEIS, E TAMBÉM CONHECIDA COMO DOENÇA INVISÍVEL.

Não espere que acreditem ou te entendam, exija apenas respeito, busque a força no teu interior. No entanto, se for agraciada(o) com uma rede de apoio, aceite, aprendi da pior forma que a negação é a mais severa intolerância, pois nem eu mesmo respeito e acredito em minhas limitações, como esperar empatia? Solidariedade? Compreensão? Ajuda? É o momento de engole o orgulho próprio e entender que é uma doença séria e que pode ser letal.

Não estou ganhando nada por esses textos com meus relatos e desabafos, ao contrário, tenho custos altos para manter o site no ar. Meu "pagamento" é saber que posso ser, mesmo que distante, a rede d apoio de alguém, e tornar conhecida e respeitada a fibro, e também, lembrar a mim mesma todas essas coisas, também tenho que me lembrar o tempo inteiro que estou adoecida, não tem cura, entretanto, posso ter qualidade de vida. Isso faz lembrar quem sou e minha força interior, é um combustível até para mim.

Sofri muitos anos com vários diagnósticos de cada parte e especialidade, como se eu fosse uma máquina que pode trocar peças, e não um sistema orgânico complexo. Meu novo objetivo de vida é algo que li num livro do gênero fantasia, e uma personagem com TAG (transtorno de ansiedade generalizada) repetia para si mesma como aprendeu pois longos meses internada. UM PASSO DE CADA VEZ, UM PASSO DE CADA VEZ.

Tiane d'Souz

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