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Cicatrizando

Convivendo com a Fibromialgia e problemas psicoemocionais.

Como disse Juvenal, o poeta romano: “Mens sana in corpore sano” (Mente sã em um corpo sã). Estou aqui buscando exatamente isso. O em busca da minha cura e cicatrizando.com é um veículo que encontrei para externar o que estou sentindo e vivendo. Além do desabafo que ajuda a aliviar, quero mostrar as(os) leitoras(es) que não estão sozinhas(os), sei que ninguém nos compreende, aqui podemos trocar experiências e ajudarmo-nos uma as outras (uns aos outros). Dedique alguns momentos para ler os meus posts e  compartilhar a sua história.

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  • Foto do escritorTiane d'Souz

Dúvidas… Um mar que me envolve.


E quando você dúvida até de você… Quando a insegurança bate à porta… Quando você perde o controle… Ou, já não tem certeza de si?

A FIBRO S/A fez isso comigo, destruiu-me de tão forma que já não me reconheço, não sei quem sou. Me deixou tão fora de mim, frágil, vulnerável e sem controle. Tenho medo de mim. Do que já não posso fazer, pois, já não sou que era, bem sei mais quem sou. Meu corpo dói, minha alma grita em silêncio, apenas minha mente escutar sua angústia, seus medos, anseios e desespero. Não gerir e ordenar o corpo é horrível, as dores trazem muito sofrimento, todavia, não saber o traz tudo isso impossibilitando mudar, dilacer minh’alma.

Ainda não inventaram palavras para descrever isso, ainda não somos capazes de externar tudo o que e como sentimo-nos com tudo que temos por dentro. Sempre fui fascinada pela mente humana, psicologia e tudo relacionado ao tema, sempre me encantou e tive o desejo de aprender para ajudar as pessoas. Hoje, só tenho uma certeza, é muito difícil conviver consigo mesmo quando há um desequilíbrio. Estou devastada. Tento ser forte pela minha família e me apego a minha fé. Tendo ser firme, ajudar o mundo na obra do Senhor. Tento ser constante e manter minha existência, mas no fundo eu só quero me entregar ao nada que estou, fazer parte do vazio . Deixar de ser esse deserto que há em mim.

A entrega não é uma opção, minha consciência sabe disso, meu sofrimento não! E fico neste conflito que se perpétu, devasta ainda mais. Culpa, culpa e culpa. Tudo que sobrou, tudo que a mim resta. Me recuso a acre que é tudo. Estou mergulhada num oceano de dúvidas, tão fundo que não sei onde é a superfície, tento achar a luz para me orientar, saber como sair. Meu oxigênio está acabando, estou perdendo os sentidos, a consciência, nada desesperadamente para me salvar, mas, qual a direção? Só quero fechar os olhos e descansar no mar que me envolve… Estou tão exaurida, esgotada. As águas me seduzem, prometem um fim à tudo que machuca. Desligar, tão convidativo. No entanto, ainda arde uma chama no meu peito, me faz sentir que contenho um pouco de ar nos pulmões. Oro para que penetre um feixe de luz e consiga nadar e emergir antes que o oceano me inumar em suas correntes invada minhas entranhas e extinguia meu psiquê.

Preciso abrir os olho, na verdade, preciso enxergar e ser vista!

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