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Cicatrizando

Convivendo com a Fibromialgia e problemas psicoemocionais.

Como disse Juvenal, o poeta romano: “Mens sana in corpore sano” (Mente sã em um corpo sã). Estou aqui buscando exatamente isso. O em busca da minha cura e cicatrizando.com é um veículo que encontrei para externar o que estou sentindo e vivendo. Além do desabafo que ajuda a aliviar, quero mostrar as(os) leitoras(es) que não estão sozinhas(os), sei que ninguém nos compreende, aqui podemos trocar experiências e ajudarmo-nos uma as outras (uns aos outros). Dedique alguns momentos para ler os meus posts e  compartilhar a sua história.

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  • Foto do escritorTiane d'Souz

Absusos


É absurdo como nos permitimos sofrer tantos abusos e apenas seguimos ou somos indiferentes. Somos treinados desde o nascimento a ignorar para não sermos grosseiros. Perguntamos como a outra pessoa estar por educação, não querendo saber realmente, respondermos automaticamente que estamos bem sem realmente estarmos, nos desculpamos, fingimos que não nos importamos. E assim, vamos acumulando traumas, dores, nos anulando, nos machucando, nos matando. Enquanto permitimos tudo isso para não ferir o outrem, não vemos o quão mal estamos sendo conosco.

Alguém deveria dizer isso, ensinar a não sermos grosseiros, no entanto, também não permitir que sejam conosco. Esses abusos ocorrem dentro do nosso lar com o autoritarismos de nossos pais quando mais jovens e o vitimismo quando mais velhos, sempre com a desculpa que temos que cuidar, obedecer e ainda sermos gratos por eles nos colocar neste mundão. Não estou dizendo que não devemos cuidar, amar e respeitar. Apesar pontuando que a maioria passam dos limites do aceitável a verdadeiras cargas. Em alguns casos essa sobrecarga é tamanha que a(o) filha(o) abdica de si, adoecem por isso, são infelizes, sugados. Essa relação "vampiresca" não é saudável para nenhum dos lados. Os filhos sofrendo com o peso, os pais por achar que não tem atenção necessária e que temos um dívida eterna.

Chega! Basta de tanta dor, egoísmo, vitimismo... Chega de permitir essa obrigação de fazer o outro feliz a qualquer custo, ao custo altíssimo de nossa felicidade. Por pais, irmãos, parentes, amigos ou quaisquer um. Não somos responsáveis pelas ações alheias, contudo somos os únicos a determinar nossas reações. O que faremos com o fizeram conosco? O que realmente quero para mim?

Citei as relações dos pais (isso incluem os de nossos cônjuges), todavia, pode ser quem for, até um desconhecido. Em uma outra publicação falei sobre a dor de ser ferida por quem deveria nos proteger, sentir isso quando não tive apoio para denunciar o abusador, já que ele é o marido de minha tia, naquele momento tão delicado eu precisava ser amparada, acolhida. Só recebi palavras que protegiam o "vilão", não a vítima. E sendo ele um ser de patente alta na PM e na época assessor de segurança do prefeito, literalmente eu precisava de amparo. Foi um dos piores momentos de mim vida, nem consigo dimensionar o que mais doeu, a violência sexual sofrida ou a violência de ser "obrigada" a calar por minha mãe e irmã. Nunca consegui realmente me recuperar, se não foi a causa primária da fibromialgia, foi onde as dores começaram e tudo veio descendo a ladeira no carro desgovernado e sem freio.

Graças ao meu melhor amigo que pude desabafar e atendeu minha ligação fazendo-se passar por meu namorado e afirmando para parar de me perseguir ou ele teria que enfrentar um homem de verdade que o covarde parou a perseguição. Ou como dizem hoje, stalking.

Esse site não é um diário. É a voz que precisamos, é um espaço para mostrar nossos desafios, é um pedido de socorro, um protesto, uma aclamação em favor das mulheres, em dos que sofrem abusos, dos que são desrespeitados. Em favor dos direitos de cada um e de todos nós. Não somos objetos, não somos algo a ser usados, violados.

SOU A VOZ QUE CLAMA EM ALTO E BOM SOM, EM PÚBLICO, A TODOS, NÃO AOS ABUSOS!

Tiane d'Souz

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