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Cicatrizando

Convivendo com a Fibromialgia e problemas psicoemocionais.

Como disse Juvenal, o poeta romano: “Mens sana in corpore sano” (Mente sã em um corpo sã). Estou aqui buscando exatamente isso. O em busca da minha cura e cicatrizando.com é um veículo que encontrei para externar o que estou sentindo e vivendo. Além do desabafo que ajuda a aliviar, quero mostrar as(os) leitoras(es) que não estão sozinhas(os), sei que ninguém nos compreende, aqui podemos trocar experiências e ajudarmo-nos uma as outras (uns aos outros). Dedique alguns momentos para ler os meus posts e  compartilhar a sua história.

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  • Foto do escritorTiane d'Souz

A queda.


É interessante como as coisas, pessoas, humores, sentimentos, pensamentos, emoções, sensações, impressões... |( melhor parar por aqui, ou texto não acaba) que tudo pode acontecer, inclusive nada. A vida não passa de um sopro, só há certeza é que tudo é pode mudar repentinamente e a única coisa imutável é a mudança. Não importa quão bem você esteja, ou quão mal. Sempre tem com aquelas (es) que usarão o fundo para se impulsionar e sair do poço, ou cavarão mais e mais fundo e nunca para de se autossabotar. A velha estória do copo, está meio cheio ou meio vazio?

Há dores que não tem como mensurar ou explicar, não cabem em quaisquer escala ou palavras. Ultrapassando as barreiras sanidade e loucura, absurda agonia que torna a existência insuportável. Todavia, tirar a vida é antinatural, indo contra o instinto biológico de sobre vivência. Entendo, porém quem disse que não quero viver? Apenas me encontro tão sem saída, me empenhei em tantos recursos que mostraram-se ineficazes, onde esse nunca foi testado. A grande pergunta é, realmente passará? Se eu sinto o sofrimento até o meu âmago, se tiver intrínseco com minha consciência? Caso seja, nós acompanhará onde estivermos. Não acredito sermos meros produtos com data de validade e depois acabou, foi para o descarte. Como bem dito por Antoine-Laurent de Lavoisier: “Na Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Logo, viemos de algum lugar e seremos transformados.

Outro que expressou-se bem foi Renato Russo: "Quando tudo está perdido, Sempre existe um caminho, Quando tudo está perdido, Sempre existe uma luz, Mas não me diga isso, Hoje a tristeza não é passageira, Hoje fiquei com febre (sofrendo) a tarde inteira, E quando chegar a noite, Cada estrela parecerá uma lágrima(...)"

Indescritível, digo eu sobre os males da depressão e ansiedade. Nunca foi ou será frescura. Só que vive ou viveu sabe como é, porém ninguém tem como mensurar ou explicar como cada um é atingido por elas. Nesta semana foi terrível, minha TAG esforçou-se ao máximo e venceu. Já no domingo, mesmo com o apoio das muletas canadenses se meu esposo não me segura pela cintura eu tinha caído, todavia o "girar" do pé foi inevitável. Segunda e terça-feira foram cada ensaio pior que outro de quedas. O único lado positivo de ser estabanada é que tornei-me ágil nos reflexos. A cereja do topo veio da quarta-feira (01/11), a chatinha da minha gata queria me acordar, sem motivos meu marido já colocara comida, água fresca e abriu a porta para as necessidades fisiológicas. No entendo, ela queria colo da humana dela, não dos outros escravos que servem apenas para suas necessidades básicas. Eu ainda sob efeito do ansiolítico e vindo de uma noite insone (segunda/terça) realmente não levantei, peguei no colo antes de ir ao banheiro, na realidade, estava tão dopada que nem essa necessidade foi capaz de me acordar. Contudo a abençoada, rainha do lar (que pensei ser eu, já que a casa é minha, eu e esposo) exigiu da sua reles humana carinho, feito um cafuné rápido, continuei a dormir, ela perturbou tanto que até me arranha ela fez. Quando vou tentar esticar a mão para pegá-la sem sair da cama, ACORDEI. Como, caindo de uma altura de aproximadamente 65 cm, num espaço que não caberia ente a cama e minha arara de roupas e estante/criado mudo. A queda foi tão grande e tão terrível, que meu marido que voltou para cama e já estava dormindo voou até mim. Só consegui dizer. NÃO PEGUE EM MIM, Ele aflito, eu estática, me concentrando astronomicamente para não perder os sentidos de tanta dor, se para a fibromiálgica que a sensibilidade tátil é gigante e tem dores ao nível máximo por nada, consegue imaginar com uma queda feia? Nunca sentir tanta dor no corpo inteiro ao mesmo tempo com tamanha intensidade de perder a consciência. Fiz um esforço fenomenal para não desmaiar, até a vista turva (escura/sem enxergar nada) estava, só a audição que estava quase normal. Após um certo período que não tenho ideia de quanto tempo transcorreu, foi que permiti ser tocada pelo meu marido, até hoje ainda sinto as dores nas costelas por onde me levantou. Só não doía o cabelo, mas o couro cabeludo também doeu. Até hoje ainda sinto as dores da queda, mas já não é generalizada e graças a Deus, não tão intensa. Hoje conto fazendo troça, a coluna e as parte mais afetadas diretamente (pancada da queda) e costelas, posso dizer que só estou com as dores difusas normais da FM. O problema não foi tanto a queda física, doeu entretanto, analgésicos e o tempo estão sanando. Agora, considerando o infortúnio n'alma, esse sim, até hoje ainda não deixei de cair, como um buraco sem fundo. Não que alimente isso, apenas não consigo levantar, e não tem "costelas" para serem alçadas, ainda que machucasse e prolongasse a dor nelas, seriam localizadas o depois sanava. Outrossim, essa queda abstrata, pode durar transcender dimensões, tempo - espaço de tal forma que nem mesmo Freud explica. Intangível, mas palpável paradoxal. Espero contar aqui como conseguir sair. estou no VIDA QUE SEGUE, porém ela continua latejando, não permitindo que eu esqueça nem por um átimo. E se hoje estou escrevendo, é graças a percepção do meu esposo que leu minha intenções e enxergou minha alma, não me deu espaço para o fim estatístico dos piores momentos de TDM. Dezoito anos juntos trouxe conhecimento e cumplicidade, sendo impossível ocultar algumas coisas. Sou feliz pela rede de apoio, e desejo que todas (os) possam ter. Tudo seria melhor e mais colorido!

Tiane de'Souz

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